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domingo, 9 de junho de 2013

Exercícios sobre figuras de linguagem

EXERCÍCIOS – FIGURAS DE LINGUAGEM

01 - Assinale a figura de linguagem predominante no seguinte trecho:
A engenharia brasileira está agindo rápido para combater a crise de energia.
a)      Metáfora.
b)      Eufemismo.
c)      Pleonasmo.
d)     Metonímia.
e)      Hipérbole.

02– (UFPE) Assinale a alternativa em que o autor NÃO utiliza prosopopéia.
a) “A luminosidade sorria no ar: exatamente isto. Era um suspiro do mundo.” (Clarice Lispector)
b) “As palavras não nascem amarradas, elas saltam, se beijam, se dissolvem…” (Drummond)
c) “Quando essa não-palavra morde a isca, alguma coisa se escreveu.” (Clarice Lispector)
d)A poesia vai à esquina comprar jornal”. (Ferreira Gullar)
e) “Meu nome é Severino, Não tenho outro de pia”. (João Cabral de Melo Neto)

03 – (FUVEST) -  A catacrese, figura que se observa na frase “Montou o cavalo no burro bravo”, ocorre em:
a) Os tempos mudaram, no devagar depressa do tempo.
b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo esplendor e sepultura.
c) Apressadamente, todos embarcaram no trem.
d) Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.
e) Amanheceu, a luz tem cheiro.

04 – (UFPA) Tecendo a manhã
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(MELO, João Cabral de. In: Poesias Completas. Rio de Janeiro, José Olympio, 1979)

Nos versos
“E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo…”
tem-se exemplo de
a) eufemismo
b) antítese
c) aliteração
d) silepse
e) sinestesia

05 – (UFPE) Nos enunciados abaixo, a palavra destacada NÃO tem sentido conotativo em:
a) A comissão técnica está dissolvida. Do goleiro ao ponta-esquerda.
b) Indispensável à boa forma, o exercício físico detona músculos e ossos, se mal praticado.
c) O melhor tenista brasileiro perde o jogo, a cabeça e o prestígio em Roland Garros.
d) Sob a mira da Justiça, os sorteios via 0900 engordam o caixa das principais emissoras.
e) Alta nos juros atropela sonhos da classe média.

06 – (UFPB)
Um dia, o Simão me chamou: – “Vem ver. Olha ali”. Era uma mulher, atarracada, descalçada, que subia o caminho do morro. (Diante do Sanatorinho havia um morro. Os doentes em bom estado podiam ir até lá em cima, pela manhã e à tarde.) Lembro-me de que, de repente, a mulher parou e acenou para o Sanatorinho. Não sei quantas janelas retribuíram. E o curioso é que, desde o primeiro momento, Simão saltou: – “É minha! Vi primeiro!”.
Uns oitenta doentes tinham visto, ao mesmo tempo. Mas o Simão era um assassino. Como ele próprio dizia, sem ódio, quase com ternura, “matei um”. E o crime pretérito intimidava os demais. Constava que trouxera, na mala, com a escova de dentes, as chinelas, um revólver. Naquela mesma tarde, foi para a cerca, esperar a volta da fulana. E conversaram na porteira. Simão voltou, desatinado. Conversara a fulana. Queria um encontro, na manhã seguinte, no alto do morro.
A outra não prometera nada. Ia ver, ia ver. Simão estava possesso: – “Dez anos!”, e repetia, quase chorando: – “Dez anos não são dez dias!”. Campos do Jordão estava cheio de casos parecidos. Nada mais cruel do que a cronicidade de certas formas de tuberculose. Eu conheci vários que haviam completado, lá na montanha, um quarto de século. E o próprio Simão falava dos dez anos como se fosse esta a idade do seu desejo.
Na manhã seguinte, foi o primeiro a acordar. (…) Havia uma tosse da madrugada e uma tosse da manhã. Eu me lembro daquele dia. Nunca se tossiu tanto. Sujeitos se torciam e retorciam asfixiados. E, súbito, a tosse parou. Todo o Sanatorinho sabia que, no alto do morro, o Simão ia ver a tal mulher do riso desdentado. E justamente ela estava subindo a ladeira. Como na véspera, deu adeus; e todas as janelas e varandas retribuíram. Uma hora depois, volta o Simão. Foi cercado, envolvido: – “Que tal?”. Tinha uma luz forte no olhar: – “Tem amanhã outra vez”. Durante todo o dia, ele quase não saiu da cama: – sonhava. Às seis, seis e pouco, um médico entra na enfermaria. Falou pra todos: – “Vocês não se metam com essa mulher que anda por aí, uma baixa. Passou, hoje de manhã, subiu a ladeira. É leprosa”. Ninguém disse nada. O próprio Simão ficou, no seu canto, uns dez minutos, quieto. Depois, levantou-se. No meio da enfermaria, como se desafiasse os outros, disse duas vezes: – “Eu não me arrependo, eu não me arrependo”.
(RODRIGUES, Nelson. A menina sem estrela. São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 132-3.)

A partir da convenção seguinte:
I. Animização
II.Metáfora
III.Metonímia
IV.Silepse

Preencha os parênteses com a adequada classificação das figuras de linguagem:
( )”… e todas as janelas e varandas retribuíram.”
( )”Campos do Jordão estava cheio de casos parecidos.”
( )”… Simão ia ver a tal mulher do riso desdentado.”

A seqüência correta encontra-se em
a) I, III, II.
b) I, IV, II.
c) II, III, II.
d) III, IV, II.
e) III, IV, III.

07 – (ANHEMBI)

“A novidade veio dar à praia
na qualidade rara de sereia
metade um busto de uma deusa maia
metade um grande rabo de baleia
a novidade era o máximo
do paradoxo estendido na areia
alguns a desejar seus beijos de deusa
outros a desejar seu rabo pra ceia
oh, mundo tão desigual
tudo tão desigual
de um lado este carnaval
do outro a fome total
e a novidade que seria um sonho
milagre risonho da sereia
virava um pesadelo tão medonho
ali naquela praia, ali na areia
a novidade era a guerra
entre o feliz poeta e o esfomeado
estraçalhando uma sereia bonita
despedaçando o sonho pra cada lado”
                                                                                                    (Gilberto Gil – A Novidade)

Gilberto Gil em seu poema usa um procedimento de construção textual que consiste em agrupar idéias de sentidos contrários ou contraditórios numa mesma unidade de significação. A figura de linguagem acima caracterizada é:
a) Metonímia.
b) Paradoxo.
c) Hipérbole.
d) Sinestesia.
e) Sinédoque.

08 – (UFPE)

DESCOBERTA DA LITERATURA
No dia-a-dia do engenho/ toda a semana, durante/
cochichavam-me em segredo: / saiu um novo romance./
E da feira do domingo/ me traziam conspirantes/
para que os lesse e explicasse/ um romance de barbante./
Sentados na roda morta/ de um carro de boi, sem jante,/
ouviam o folheto guenzo, / o seu leitor semelhante,/
com as peripécias de espanto/ preditas pelos feirantes./
Embora as coisas contadas/ e todo o mirabolante,/
em nada ou pouco variassem/ nos crimes, no amor, nos lances,/
e soassem como sabidas/ de outros folhetos migrantes,/
a tensão era tão densa,/ subia tão alarmante,/
que o leitor que lia aquilo/ como puro alto-falante,/
e, sem querer, imantara/ todos ali, circunstantes,/
receava que confundissem/ o de perto com o distante,/
o ali com o espaço mágico,/ seu franzino com gigante,/
e que o acabasse tomando/ pelo autor imaginante/
ou tivesse que afrontar/ as brabezas do brigante./
(…)
João Cabral de Melo Neto

Sobre as figuras de linguagem usadas no texto, relacione as duas colunas abaixo:

1ª COLUNA
(1) Romance de barbante
(2) Roda morta; folheto guenzo
(3) Como puro alto-falante 
(4) Perto/distante  
Ali/espaço mágico
Franzino/gigante
(5) Cochichavam-me em segredo 
2ª COLUNA
(  ) Pleonasmo
(  ) Metáfora
(  ) Comparação
(  ) Metonímia
(  ) Antítese
A ordem correta é:
a) 1, 2, 3, 4, 5
b) 5, 2, 3, 1, 4
c) 3, 1, 4, 5, 2
d) 2, 1, 3, 4, 5
e) 2, 4, 5, 3, 1


COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA À QUESTÃO 09.

Os poemas
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
MÁRIO QUINTANA. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005.

O texto é todo construído por meio do emprego de uma figura de estilo.
Essa figura é denominada de:
(A) elipse
(B) metáfora
(C) metonímia
(D) personificação

COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA À QUESTÃO 10.

Science Fiction

O marciano encontrou-me na rua
e teve medo de minha impossibilidade humana.
Como pode existir, pensou consigo, um ser
que no existir põe tamanha anulação de existência?

Afastou-se o marciano, e persegui-o.
Precisava dele como de um testemunho.
Mas, recusando o colóquio, desintegrou-se
no ar constelado de problemas.

E fiquei só em mim, de mim ausente.
         Carlos Drummond de Andrade Nova reunião. São Paulo: José Olympio, 1983.

Mas, recusando o colóquio, desintegrou-se no ar constelado de problemas. (v. 7-8)

O estranhamento provocado no verso sublinhado constitui um caso de:
A) pleonasmo
B) metonímia
C) hipérbole
D) metáfora

11. (UERJ 2007)

“Não tardaria muito que saíssem formados e prontos, um para defender o direito e o torto da gente, outro para ajudá-la a viver e a morrer.” (l. 3 – 6)

Na passagem destacada, foram explorados diferentes recursos retóricos. Dois desses recursos podem ser identificados como:

(A) metonímia e metáfora
(B) antítese e pleonasmo
(C) paradoxo e ironia
(D) anáfora e alusão

Leia o texto para responder as próximas questões.

Qualquer Canção

Qualquer canção de amor
É uma canção de amor
Não faz brotar amor
E amantes
Porém, se essa canção
Nos toca o coração
O amor brota melhor
E antes
Qualquer canção de dor
Não basta a um sofredor
Nem cerze um coração
Rasgado
Porém, inda é melhor
Sofrer em dó menor
Do que você sofrer
Calado
Qualquer canção de bem
Algum mistério tem
É o grão, é o germe, é o gen
Da chama
E essa canção também
Corrói como convém
O coração de quem
Não ama
                                                                                        (CHICO BUARQUE)

12. (UERJ 2008) - A pluralidade de sentidos, característica da linguagem poética, pode ser obtida por meio de vários mecanismos, como, por exemplo, a elipse de termos. Esse mecanismo está presente, de modo mais marcante, no seguinte verso:

(A) “E amantes” (v. 4)
(B) “E antes” (v. 8)
(C) “Rasgado” (v. 12)
(D) “Calado” (v. 16)

13. (UERJ 2008) - Na última estrofe do texto, o mistério a que se refere o eu lírico indica uma construção paradoxal. Os elementos que compõem esse paradoxo são:

(A) início e fim
(B) alegria e dor
(C) música e silêncio
(D) criação e destruição

14. (UERJ 2008) - O processo de personificação é um recurso utilizado no texto para humanizar a narrativa e cativar o leitor. Um exemplo de personificação aparece no seguinte fragmento:

(A) “Passar cinqüenta anos sem poder falar sua língua com alguém é um exílio agudo dentro do silêncio.”
(B) “E como as folhas não falavam, punha-se a ler em voz alta, fingindo ouvir na própria voz a voz do outro”
(C) “Cinqüenta anos olhando as planuras dos pampas, acostumado já às carnes generosas dos churrascos conversados em espanhol”
(D) “Era agora um homem inteiro. Tinha, enfim, nos lábios toda a canção.”

15. (UERJ 2008) Figuras de linguagem – por meio dos mais diferentes mecanismos – ampliam o significado de palavras e expressões, conferindo novos sentidos ao texto em que são usadas. A alternativa que apresenta uma figura de linguagem construída a partir da equivalência entre um todo e uma de suas partes é:

(A) “que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho?”
(B) “Entretanto a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar.”
(C) “batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro.”
(D) “Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza;”

16. (UERJ 2010) - “Mas, recusando o colóquio, desintegrou-se no ar constelado de problemas.”

O estranhamento provocado no verso sublinhado constitui um caso de:
(A) pleonasmo
(B) metonímia
(C) hipérbole
(D) metáfora

17. (UERJ 2004) - A construção poética do discurso baseia-se freqüentemente na utilização de figuras de linguagem,como a metonímia. O poeta recorreu a esta figura em:

(A) “Ah, os rostos sentados”
(B) “Os retratos em cor, na parede,”
(C) “que exerceram (…) o manso ofício”
(D) “de fazer esperar com esperança.”

Leia o texto para responder a próxima questão.

Os poemas

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…
                                            (MÁRIO QUINTANA)

18. (UERJ 2011)  - O texto é todo construído por meio do emprego de uma figura de estilo. Essa figura denominada de:

(A) elipse
(B) metáfora
(C) metonímia
(D) personificação

19. (UERJ 2011)
“Desde então procuro descascar fatos, aqui sentado à mesa da sala de jantar”
Na sentença acima, o processo metafórico se concentra no verbo “descascar”. No contexto, a metáfora expressa em “descascar” tem o seguinte significado:

(A) reduzir
(B) denunciar
(C) argumentar
(D) compreender

Leia o texto para responder a questão a seguir.

Silogismo
Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas, comprometeria o programa de estabilização do Governo, quebraria a Previdência, inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia, oportunismo político ou desinformação. Sérios, sensatos, adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível, nas circunstâncias, mesmo reconhecendo que é pouco.
Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo, eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua, estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. Aqui o sério é temerário, o sensato é insensato, o adulto é irreal e o responsável é criminoso. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes, resistindo a apelos emocionais, mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. O país só é viável se metade da sua população não for. (…)
                                                                       (LUÍS FERNANDO VERISSÍMO)

20. (UERJ 2001) - O texto apresenta um ponto de vista crítico, construído, dentre outros, pelo recurso da ironia. A qualidade que constitui uma ironia, no texto, é:

(A) “político” (linha 03)
(B) “perpétua” (linha 08)
(C) “emocionais” (linha 11)
(D) “admirável” (linha 12)

21. (UERJ 2001) - A linguagem figurada, conhecida característica de textos literários, encontra-se também em outros tipos de texto. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem:

(A) “… apresenta danças e ritos, mostra arcos, flechas…”
(B) “… expõem a cultura indígena, mas de maneira muito romântica…”
(C) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…”
(D) “…e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…”

22. (UERJ 2006) - As comparações, ao destacarem semelhanças e diferenças entre elementos colocados lado a lado, funcionam como estratégias por meio das quais se ressaltam determinados pontos de vista. Uma comparação está indicada no seguinte fragmento:

(A) “Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41.”
(B) “caso contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.”
(C) “e o meu sapato adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio.”
(D) “deixei-lhe um troco generoso.”

23. (UERJ 2006) - A crônica de Carlos Heitor Cony é uma crítica à hierarquia econômico-social que prevalece em nossa sociedade. O ponto de vista do narrador sobre essa hierarquia está exemplificado por meio de metáfora em:

(A) “Elogiou meus sapatos, cromo italiano, fabricante ilustre, os Rosseti.”
(B) “Pegou aquele paninho que dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor,”
(C) “Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa.
(D) “por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão.”


24. (Mack) Nos versos abaixo uma figura se ergue garças ao conflito de duas visões antagônicas:

“Saio do hotel com quatro olhos,
Dois do presente,
Dois do passado.”

Essa figura de linguagem recebe o nome de:
a – ( ) metonímia
b – (  ) catacrese
c – (  ) hipérbole
d – (  ) antítese
e – (   ) hipérbato



25. (VUNESP) No trecho: “...dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo”, a figura de linguagem presente é chamada:

a) metáfora
b) hipérbole
c) hipérbato
d) anáfora
e) antítese

26. (PUC - SP) Nos trechos: “O pavão é um arco-íris de plumas” e “...de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira...” enquanto procedimento estilístico, temos, respectivamente:

a) metáfora e polissíndeto;
b) comparação e repetição;
c) metonímia e aliteração;
d) hipérbole e metáfora;
e) anáfora e metáfora.


27. (PUC - SP) Nos trechos: “...nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas estantes do major” e “...o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja” encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:

a) prosopopéia e hipérbole;
b) hipérbole e metonímia;
c) perífrase e hipérbole;
d) metonímia e eufemismo;
e) metonímia e prosopopéia.


28. (VUNESP) Na frase: “O pessoal estão exagerando, me disse ontem um camelô”, encontramos a figura de linguagem chamada:

a) silepse de pessoa
b) elipse
c) anacoluto
d) hipérbole
e) silepse de número


29. (ITA) Em qual das opções há erro de identificação das figuras?

a) “Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono.” (eufemismo)
b) “A neblina, roçando o chão, cicia, em prece.” (prosopopéia)
c) Já não são tão freqüentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. (silepse de número)
d) “E fria, fluente, frouxa claridade / Flutua...” (aliteração)
e) “Oh sonora audição colorida do aroma.” (sinestesia)


30. (UM - SP) Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse:

a) Os irmãos de Teresa, os pais de Júlio e nós, habitantes desta pacata região, precisaremos de muita força para sobreviver.
b) Poderão existir inúmeros problemas conosco devido às opiniões dadas neste relatório.
c) Os adultos somos bem mais prudentes que os jovens no combate às dificuldades.
d) Dar-lhe-emos novas oportunidades de trabalho para que você obtenha resultados mais satisfatórios.
e) Haveremos de conseguir os medicamentos necessários para a cura desse vírus insubordinável a qualquer tratamento.


31. (FEI) Assinalar a alternativa correta, correspondente à figuras de linguagem, presentes nos fragmentos abaixo:

I.   “Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste.”

II.  “A moral legisla para o homem; o direito para o cidadão.”

III. “A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam.”

IV. “Isaac a vinte passos, divisando o vulto de um, pára, ergues a mão em viseira, firma os olhos.”

a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo;
b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto;
c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato;
d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo;
e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma.


32. (FEBA - SP) Assinale a alternativa em que ocorre aliteração:

a) “Água de fonte .......... água de oceano ............. água de pranto. “(Manuel Bandeira)
b) “A gente almoça e se coça e se roça e só se vicia.” (Chico Buarque)
c) “Ouço o tique-taque do relógio: apresso-me então.” (Clarice Lispector)
d) “Minha vida é uma colcha de retalhos, todos da mesma cor.” (Mário Quintana)
e) N.d.a.
                         
33. (CESGRANRIO) Na frase “O fio da idéia cresceu, engrossou e partiu-se” ocorre processo de gradação. Não há gradação em:

a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou.
b) O avião decolou, ganhou altura e caiu.
c) O balão inflou, começou a subir e apagou.
d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e frustrou-se.
e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu.

34. (ADVISE 2009)

No enunciado: “Virgílio, traga-me uma coca cola bem gelada!”, registra-se uma figura de linguagem denominada:
A) anáfora
B) personificação
C) antítese
D) catacrese
E) metonímia

35. (FMU) Quando você  afirma que enterrou “no dedo um alfinete”, que embarcou “no trem” e que serrou “os pés da mesa”, recorre a um tipo de figura de linguagem denominada:
A) metonímia
B) antítese
C) paródia
D) alegoria
E) catacrese

36. (U. Taubaté) No sintagma: “Uma palavra branca e fria”, encontramos a figura denominada:

A) sinestesia
B) eufemismo
C) onomatopéia
D) antonomásia
E) catacrese

37. (FAU-Santos) Nos versos:
“Bomba atômica que aterra
Pomba atônita da paz
Pomba tonta, bomba atômica…”

A repetição de determinados elemento fônicos é um recurso estilístico denominado:

A) hiperbibasmo
B) sinédoque
C) metonímia
D) aliteração
E) metáfora

38. (Maringá) Leia os versos e depois assinale a alternativa correta:

“Amo do nauta o doloroso grito
Em frágil prancha sobre o mar de horrores,
Porque meu seio se tornou pedra,
Porque minh’alma descorou de dores.” (Fagundes Varela)

No primeiro verso, há uma figura que se traduz por:

A) pleonasmo
B) hipérbato
C) gradação
D) anacoluto
E) anáfora

39. (Cesesp – PE) Leia atentamente os períodos:

Vários de nós ficamos surpresos.
Essa gente está furiosa e com medo; por consequência, capazes de tudo.
Tua mãe, não há idade nem desgraça que lhe transforme o sorriso.
Entre elas, alguém estava envergonhada.
Os períodos aça contêm, respectiva e sucessivamente, as seguintes figuras de sintaxe:

A) Silepse de pessoa, silepse de gênero, anacoluto, silepse de número.
B) Anacoluto, anacoluto, anacoluto, silepse de número.
C) Silepse de número, silepse de pessoa, anacoluto, anacoluto.
D) Silepse de pessoa, silepse de número, anacoluto, silepse de gênero.
E) Silepse de pessoa, anacoluto, silepse de gênero, anacoluto.

40. (Inatel) Reconheça e classifique as figuras de palavras, de construção e de pensamento:
(   ) “Quando uma lousa cai sobre um cadáver mudo”.
(   ) “Terrível hemorragia de sangue”.
(   ) “Das idades através”.
(   ) “Oxalá tenham razão”.
(   ) “Trejeita, e canta, e ri nervosamente”.

(1) Polissíndeto
(2) Hipérbato
(3) Epíteto
(4) Pleonasmo
(5) Elipse

A sequência que corresponde à resposta correta é:

A) 4,3,5,2,1
B) 3,4,2,1,5
C) 3,4,2,5,1
D) 3,4,5,2,1
E) 1,3,2,5,4

 41. (Cescea) Identifique os recursos estilísticos empregados no texto:

“Nem tudo tinham os antigos, nem tudo temos, os modernos”. (Machado de Assis)
A) anáfora – antítese – silepse
B) metáfora – antítese – elipse
C) anástrofe – antítese – zeugma
D) pleonasmo – antítese – silepse
E) anástrofe – comparação – parábola


42. (FUVEST) Identifique a figura de linguagem empregada nos versos destacados:

“No tempo de meu Pai, sob estes galhos,
Como uma vela fúnebre de cera,
Chorei bilhões de vezes com a canseira
De inexorabilíssimos trabalhos!”

A) antítese
B) anacoluto
C) hipérbole
D) litotes
E) paragoge

43. (FUVEST) A figura de linguagem empregada nos versos em destaque é:

“Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável)
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!”

A) clímax
B) eufemismo
C) sínquise
D) catacrese
E) pleonasmo

44. Em cada um dos períodos abaixo ocorre uma silepse. Marque a alternativa que classifica corretamente cada uma delas.

“Está uma pessoa ouvindo missa, meia-hora o cansa e atormenta e faz romper em murmurações”.
“E todos assim nos distraímos nesses preparativos”. (Aníbal Machado)
“A multidão vai subindo, subiram, subiram mais”. (Murilo Mendes)

A) silepse de gênero, silepse de número, silepse de número.
B) silepse de pessoa, silepse de número, silepse de pessoa.
C) silepse de gênero, silepse de pessoa, silepse de pessoa.
D) silepse de gênero, silepse de pessoa, silepse de número.
E) silepse de número, silepse de pessoa, silepse de gênero.


45.  No verso “Permitiu parecesse a chama fria.”, encontramos algumas figuras de linguagem. Uma delas é:
a) o eufemismo.
b) o anacoluto.
c) o pleonasmo.
d) a elipse.
e) a anáfora.

46. É o emprego de uma palavra, com base na similaridade, para designar algo que não tem vocábulo próprio, estamos falando de:

a) Catacrese
b) Hipérbole
c) Personificação
d) Metonímia
e) Ambiguidade

47. (UFPB) I. “À custa de muitos trabalhos, de muitas fadigas, e sobretudo de muita paciência...”

II. “... se se queria que estivesse sério, desatava a rir...”

III. “... parece que uma mola oculta o impelia...”

IV. “... e isto (...) dava em resultado a mais refinada má-criação que se pode imaginar.”

Quanto às figuras de linguagem, há neles, respectivamente,

a) gradação, antítese, comparação e hipérbole.
b) hipérbole, paradoxo, metáfora e gradação.
c) hipérbole, antítese, comparação e paradoxo.
d) gradação, antítese, metáfora e hipérbole.
e) gradação, paradoxo, comparação e hipérbole.

48. (Un. Fe. Uberlândia) Cada frase abaixo possui uma figura de linguagem. Assinale aquela que não está classificada corretamente:

a) O céu vai se tornando roxo e a cidade aos poucos agoniza. (prosopopéia)
b) “E ele riu frouxamente um riso sem alegria”. (pleonasmo)
c) Peço-lhe mil desculpas pelo que aconteceu. (metáfora)
d) “Toda vida se tece de mil mortes.”(antítese)
e) Ele entregou hoje a alma a Deus. (eufemismo).

49 - (Aman) - Há uma evidente onomatopéia em:

a) “Os dois bois tafulham as munhecas, com cloques sonoros.”
b) “E Soronho ri, com estrépito e satisfação.”
c) “... um tremembé atapeado de alvas florinhas de bem-casados e de longos botões fusiformes de lírios.”
d) “Vam'bora, lerdeza! Tu é bobo o mole; tu é boi?!...”
e) “De éis, Buscapé, e depois Namorado, acabaram.”

50) - (Fau - Santos) - Nos versos:
“Bomba atômica que aterra
Pomba atômica da paz
Pomba tonta, bomba atômica...”
A repetição de determinados elementos fônicos é um recurso estilístico denominado:
a) hiperbibasmo
b) sinédoque
c) metonímia
d) aliteração
e) metáfora

51 - (Marília) - Na expressão: “Eles têm poder; nós, dinheiro”, a figura de construção empregada é:

a) anástrofe
b) elipse
c) zeugma
d) anacoluto
e) hipérbole

52- (Mackenzie) – “Ó mar salgado, quanto do teu sal  são lágrimas de Portugal!”
Há, nesses versos, uma convergência de recursos expressivos, que se realizam por meio de:
I - metonímia;
II - pleonasmo;
III - apóstrofe;
IV - personificação.

Quanto às especificações anteriores, diz-se que:
a) todas estão corretas.
b) nenhuma está correta.
c) apenas I , II e III estão corretas.
d) apenas III e IV estão corretas.
e) apenas I está incorreta.


53 - Na expressão: “Faz dois anos que ele entregou a alma a Deus.” a figura de linguagem presente é:

a) pleonasmo
b) comparação
c) eufemismo
d) hipérbole
e) anáfora

54 - (VUNESP) Na frase: “O pessoal estão exagerando, me disse ontem um camelô”, encontramos a figura de linguagem chamada:

a) silepse de pessoa
b) elipse
c) anacoluto
d) hipérbole
e) silepse de número

55 - (FATEC) “Seus óculos eram imperiosos.” Assinale a alternativa em que aparece a mesma figura de linguagem que há na frase acima:

a) “As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes.”
b) “Nasci na sala do 3° ano.”
c) “O bonde passa cheio de pernas.”
d) “O meu amor, paralisado, pula.”
e) “Não serei o poeta de um mundo caduco.”


56 - (UFPE) Tomando como título de uma de suas obras “AMAR, VERBO INTRANSITIVO”, Mário de Andrade reafirma, pelo uso da linguagem, sua atitude de rebeldia quanto às normas gramaticais. Ao explorar a intransitividade gramatical do verbo amar, a linguagem - neste título - passa a ter valor:

a) denotativo, confirmando a única possibilidade de predicação do verbo amar;
b) conotativo, significando uma forma de amar que se esgota em si mesma;
c) denotativo, expressando o egoísmo dos pares amorosos;
d) conotativo, valorizando a ideia de que “quem ama, ama alguém”;
e) denotativo, traduzindo a ideia de que, para amar, é imprescindível o complemento

57 - (UFF)

TEXTO

Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra.
Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.
                        (ASSIS, Machado fr. Quincas Borba. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira/INL, 1976.)

Assinale dentre as alternativas abaixo, aquela em que o uso da vírgula marca a supressão (elipse) do verbo:

a) Ao vencido, ódio ou compaixão, ao vencedor, as batatas.
b) A paz, nesse caso, é a destruição (...)
c) Daí a alegria da vitória, os hinos, as aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas.
d) (...) mas, rigorosamente, não há morte (...)
e) Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se (...)


58 - (FMU) Rio Abaixo

Treme o rio, a rolar, de vaga em vaga...
Quase noite. Ao sabor do curso lento
Da água, que as margens em redor alaga,
Seguimos. Curva os bambuais o vento.

Vivo há pouco, de púrpura sangrento,
Desmaia agora o Ocaso. A noite apaga
A derradeira luz do firmamento...
Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga,



Um silêncio tristíssimo por tudo
Se espalha. Mas a lua lentamente
Surge na fímbria do horizonte mudo:

E o seu reflexo pálido, embebido
como um gládio de prata na corrente,
Rasga o seio do rio adormecido.
                                              Olavo Bilac

Observe que o poeta preferiu a ordem indireta à direta: “Treme o rio”; “curva os bambuais o vento”, tudo em nome da figura chamada:
a) pleonasmo
b) antítese
c) polissíndeto
d) anacoluto
e) hipérbato

59 - (UFPE) Observando as figuras de linguagem empregadas nos enunciados abaixo, podemos afirmar que a metáfora só NÃO apareceu em:

a) Delegacia se afoga num mar de inquéritos.
b) Fantasma do desemprego tecnológico assombra trabalhadores que vivem das atividades de calcinadoras a lenha.
c) Dirigir falando no telefone celular aumenta quatro vezes o risco de colisões.
d) De volta à moda e aos pés femininos, o elegante e famigerado salto alto reacende a fogueira da inquisição ortopédica.
e) É grande o nó burocrático de museus e orquestras para liberar obras e instrumentos na alfândega.


60 - (UERJ)

TEXTO I

01 Já dois anos se passaram longe da pátria. Dois anos! Diria dois séculos. E durante este tempo
02 tenho contado os dias e as horas pelas bagas do pranto que tenho chorado. Tenha embora Lisboa os
03 seus mil e um atrativos, ó eu quero a minha terra; quero respirar o ar natal (...). Nada há que valha a
04 terra natal. Tirai o índio do seu ninho e apresentai-o d’improviso em Paris: será por um momento
05 fascinado diante dessas ruas, desses templos, desses mármores; mas depois falam-lhe ao coração as
06 lembranças da pátria, e trocará de bom grado ruas, praças, templos, mármores, pelos campos de sua
07 terra, pela sua choupana na encosta do monte, pelos murmúrios das florestas, pelo correr dos seus
08 rios. Arrancai a planta dos climas tropicais e plantai-a na Europa: ela tentará reverdecer, mas cedo
09 pende e murcha, porque lhe falta o ar natal, o ar que lhe dá vida e vigor. Como o índio, prefiro a
10 Portugal e ao mundo inteiro, o meu Brasil, rico, majestoso, poético, sublime. Como a planta dos
11 trópicos, os climas da Europa enfezam-me a existência, que sinto fugir no meio dos tormentos da
12 saudade.
                (Abreu, Casimiro de. Obras de Casimiro de Abreu. Rio de Janeiro: MEC, 1955.)

A “hipérbole” é uma figura de linguagem empregada quando há intenção de engrandecer ou diminuir exageradamente a verdade das coisas, dos fatos.

A alternativa em que se usa a hipérbole como conotação do sofrimento do narrador do texto II, pela duração de sua permanência fora do Brasil, é:

a) “Já dois anos se passaram longe da pátria.” (linha 1)
b) “Já dois anos se passaram longe da pátria. Dois anos!” (linha 1)
c) “Diria dois séculos.” (linha 1)
d) “E durante este tempo tenho contado os dias e as horas...” (linhas 1 e 2)


61 - (UFRRJ)

TEXTO

BIBLIOTECA VERDE

01 Papai, me compra a Biblioteca Internacional de Obras Célebres.
02 São só 24 volumes encadernados
03 em percalina verde.
04 Meu filho, é livro demais para uma criança.
05 Compra assim mesmo, pai, eu cresço logo.
06 Quando crescer eu compro. Agora não.
07 Papai, me compra agora. É em percalina verde,
08 só 24 volumes. Compra, compra, compra.
09 Fica quieto, menino, eu vou comprar.
...............................................................................................
10 Chega cheirando a papel novo, mata
11 de pinheiros toda verde. Sou
12 o mais rico menino destas redondezas.
13 (Orgulho, não; inveja de mim mesmo.)
14 Ninguém mais aqui possui a coleção
15 das Obras Célebres. Tenho de ler tudo.
16 Antes de ler, que bom passar a mão
17 no som da percalina, esse cristal
18 de fluida transparência: verde, verde.
19 Amanhã começo a ler. Agora não.
...............................................................................................
20 Mas leio, leio. Em filosofias
21 tropeço e caio, cavalgo de novo
22 meu verde livro, em cavalarias
23 me perco, medievo; em contos, poemas
24 me vejo viver. Como te devoro,
25 verde pastagem. Ou antes carruagem
26 de fugir de mim e me trazer de volta
27 à casa a qualquer hora num fechar
28 de páginas?
29 Tudo que sei é que ela que me ensina.
30 O que saberei, o que não saberei
31 nunca,
32 está na Biblioteca em verde murmúrio
33 de flauta-percalina eternamente.
      ANDRADE, Carlos Drummond de. Reunião . Rio de Janeiro, José Olympio, 1983. p.672-673.

No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” ( v. 16-17 ) percebe-se

a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras.
b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte.
c) suavização de uma ideia através da substituição de uma palavra.
d) relação entre percepção de sentidos diferentes.
e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários.

62. “A mulher de vida devassa não é perdoada e, para a mais antiga das profissões, o que não faltam são metáforas animais.”
O trecho acima se refere a mulheres que se envolvem com atividades relacionadas à:
a) política.
b) prostituição.
c) dança.
d) moda.



GABARITO:

1 – B
2 – E
3 – C
4 – C
5 – B
6 – E
7 – B
8 – B
9 – B
10 – C
11 – C
12 – B
13 – D
14 – C
15 – B
16 – D
17 – A
18 – B
19 – D
20 – D
21 – C

22 – C
23 – A
24 – D
25 – E
26 – A
27 – E
28 – E
29 – C
30 – C
31 – B
32 – B
33 – E
34 – E
35 – E
36 – A
37 – D
38 – B
39 – D
40 – C
41 – A

42 – C
43 – B
44 – D
45 – D
46 – A
47 – D
48 – C
49 – A
50 – D
51 – C
52 – A
53 – C
54 – E
55 – C
56 – B
57 – A
58 – E
59 – C
60 – C
61 – D
62 - B








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